APRESENTAÇÃO

 

VIII SEMINÁRIO DO TRABALHO: Trabalho e Políticas Sociais no Século XXI

 

25 a 28 de junho de 2012

Marília - SP

 

            Com sete edições, o Seminário do Trabalho já se consolidou como um evento de referência para a UNESP – Campus de Marília, por se constituir como um importante espaço de debate crítico e de troca de experiências entre diversos pesquisadores do Brasil e do mundo voltados para as questões pertinentes ao mundo do trabalho, em especial para as situações decorrentes das transformações do capitalismo global.

A reestruturação produtiva, com suas inovações tecnológicas e organizacionais, alterou significativamente o local de trabalho nas empresas, atingindo o perfil das profissões industriais e de serviços, na cidade e no campo. Com o toyotismo, surgiram novas exigências de qualificação profissional, novas articulações entre trabalho material e trabalho imaterial, novas práticas de negociação coletiva e de sindicalismo. A nova empresa flexível colocou novas determinações sociais para a reflexão sobre alienação e estranhamento, tempo de trabalho e tempo de vida. Todas essas questões têm sido, anualmente, objeto de reflexões durante o Seminário do Trabalho. Além disso, a partir do ano de 2003, abriu-se espaço para diversas questões candentes ligadas à nova conjuntura política do Brasil sob o governo Lula. Discutiu-se, por exemplo, o legado de problemas do mundo do trabalho e os desafios trabalhistas do governo Lula, destacando-se a Reforma da Previdência (em 2003), a Reforma da CLT, a Reforma Sindical, a Reforma Universitária e a Reforma Agrária (em 2004, 2006 e 2008). Em 2010, fizemos um balanço trabalhista do governo Lula.

 Com o intuito de abarcar diversas dimensões relacionadas ao mundo do trabalho, temos mantido, a partir do ano de 2004, uma mesma estrutura básica de organização do Seminário: no primeiro dia, na parte da tarde, projeção e análise de um filme nacional ou estrangeiro voltado para a discussão crítica de problemas do mundo do trabalho, atividade essa também vinculada ao Projeto Cinema como Experiência Crítica, coordenado pelo Prof. Dr. Giovanni Alves. Para análise e debate do filme, escolhe-se um expositor e debatedores, contando ainda com a presença de um mediador, este geralmente aluno do programa de Pós-Graduação da Unidade, vinculado à linha Dimensões do Mundo do Trabalho. 

No início da noite, antes da mesa de abertura, abre-se espaço para os pesquisadores lançarem suas publicações relacionadas à temática do trabalho.

Durante as mesas de debates procura-se discutir temas que têm desafiado a reflexão e a criatividade no mundo do trabalho.  Todos os temas tratados articulam-se à temática central do Seminário – que muda a cada ano -, tema esse que geralmente orienta a palestra de abertura, proferida por um professor de renome nacional ou conferencista internacional.

A partir de 2008 o evento assume dimensão internacional, trazendo vários pesquisadores de renome, da Argentina, México, Inglaterra e Portugal para discutir temas ligados ao mundo do trabalho. Essa interlocução critica tem sido muito preciosa para tratar de temas candentes que dizem respeito ao trabalho. Para a edição internacional do Seminário do Trabalho no ano de 2012, pretendemos convidar para a conferência de abertura, o Prof. Dr. Kevin Doogan, da Universidade de Bristol (Reino Unido). Ele é uma dos maiores especialistas sobre as mudança do mercado de trabalho no Reino Unido, Europa e EUA, tendo-se dedicado a investigar insegurança no trabalho e a "nova economia", a mobilidade, flexibilidade e relações industriais em diferentes níveis espaciais da economia local para a União Europeia. Foi um dos peritos da Comissão de Inquérito criada pelo Parlamento Inglês para investigar a nova configuração dos mercados de trabalho europeus. Publicou recentemente o livro “New Capitalism? The Transformation of Work” (Polity Press, 2011).

No segundo dia do Seminário, pela manhã, acontece a segunda mesa de debates, reunindo profissionais da área de Sociologia e Serviço Social no Brasil, discutindo resultados práticos e teóricos de suas pesquisas sobre o tema “Trabalho, sociabilidade e políticas sociais no Brasil”, possibilitando a discussão, numa abordagem critica, das transformações estruturais do trabalho e seus impactos nas relações sociais e políticas públicas no Brasil.

A terceira mesa-redonda acontece na noite do segundo dia do seminário, abordando, numa perspectiva internacional, a precariedade do trabalho e os movimentos sociais no contexto do capitalismo central, com destaque para EUA e União Européia. Reuniremos sociólogos, cientistas políticos e economistas de Portugal, Espanha, Reino Unido e Itália para discutir o tema “Trabalho, movimentos sociais e luta de classes”. Trata-se de um tema candente da agenda do debate sociológico e político hoje tendo em vista a crise européia e a eclosão de movimentos sociais no Velho Continente.

No terceiro dia de seminário, pela manhã, acontece mais uma mesa redonda, quando se procura tratar do tema do trabalho, educação e políticas sociais no Brasil, discutindo, numa perspectiva critica e interdisciplinar, a formação profissional e humana e as novas qualificações e competências da força de trabalho no Brasil. Além disso, por outro lado, deve-se discutir as políticas sociais implementadas nos últimos anos, pelos governos Lula e Dilma; à noite, deve-se discutir a questão da conjuntura social e política no Brasil, tratando do candente tema do balanço do primeiro ano de governo Dilma e as perspectivas para o mundo do trabalho na década de 2010, reunindo sindicalistas e representantes da sociedade civil ligada às demandas trabalhistas.

No quarto – e último - dia de mesas de debates do seminário, deve-se tratar, pela manhã, de temas de investigações candentes da área da sociologia do trabalho na América Latina, reunindo pesquisadores de renome no cenário latino-americano (Colômbia, Venezuela, México e Argentina). No final da tarde, deve-se abrir a sessão de mini-cursos (devem ser oferecidos no VIII Seminário do Trabalho dois mini-cursos). Ainda no final da tarde do quarto dia de Seminário, teremos uma Sessão de Depoimentos de Trabalhadores, que contará com a presença de empregados e operários relatando experiências nos locais de trabalho. Esta é uma atividade do OST – Observatório Social do Trabalho (www.observatoriodotrabalho.org), vinculado à RET (Rede de Estudos do Trabalho).

Na mesa de encerramento dos debates do VIII Seminário do Trabalho, à noite, privilegia-se uma discussão sobre as perspectivas do trabalho no século XXI, reunindo dois renomados pesquisadores – um do Brasil e outro, da Inglaterra.

Na quinto dia do Seminário, pela manhã, teremos apenas o prosseguimento das atividades dos mini-cursos, que tiveram inicio na tarde do dia anterior e que serão encerradas na tarde deste quinto dia.

No VIII Seminário do Trabalho, iremos acolher, mais uma vez, a Mostra CineTrabalho, mostra competitiva de vídeos que tratam do mundo do trabalho e que se vincula ao Projeto de Extensão Tela Crítica. A Mostra deverá conferir o Premio Luis Espinal para os Melhores Videos que dão visibilidade às questões candentes do mundo do trabalho no Brasil e no mundo. Em sua Sétima Edição, a Mostra CineTrabalho será aberta pela cineasta, artista plástica e professora argentina Gabriela Golder, que possui um amplo currículo com produções artísticas que suscitam reflexões candentes sobre os porblemas do mundo do trabalho hoje.

Em cada mesa de debate, após a fala dos palestrantes abre-se à participação do público, invariavelmente composto não apenas por estudantes graduandos e pós-graduandos, mas por professores universitários e da rede estadual, profissionais liberais e lideranças sindicais e populares de Marília e região.

Todas as mesas das edições anteriores foram acompanhadas por um número bastante expressivo de público - interno e externo à Unesp -, que tem lotado o Anfiteatro I e que pode se manifestar fazendo intervenções e perguntas aos componentes das mesas.

Também tem sido praxe reservar as tardes do primeiro e segundo dia do Seminário para a apresentação de Comunicações de Pesquisa. Esta tem sido uma importante oportunidade para docentes e discentes que investigam questões relacionadas ao mundo do trabalho no Estado de São Paulo e no Brasil apresentarem os resultados finais ou parciais de suas pesquisas. O que se verifica nessas Sessões de Comunicações é um crescimento expressivo da participação de pesquisadores das mais diversas áreas das Ciências Humanas (sociologia, história, psicologia, educação, direito, geografia, economia e antropologia), interessados em investigar o mundo do trabalho.

 

Comunicações nos Seminários do Trabalho

 

 

Inscrições nos Seminários do Trabalho

 

 

Vale salientar que desde 2001, quando realizamos o I Seminário do Trabalho, vem-se contando com expressiva participação de docentes e discentes de outras instituições de ensino, inclusive de outros Estados. O evento tem, a cada ano, alcançado uma significativa repercussão, projetando a FFC/UNESP – Campus de Marília como um centro de excelência de pesquisas sociais e de discussões na área do Trabalho.

Todo ano, o Seminário do Trabalho ocupa um espaço significativo na mídia local, e vem superando nossas estimativas, registrando na última edição, cerca de 300 pesquisadores discentes e docentes vindos do Estado de São Paulo e também de outros Estados (PR, MG, MS, RJ, CE, SE, GO, ES, BA, SC e MT). Além disso, contamos sempre com a participação de membros da comunidade local, profissionais liberais e lideranças políticas e sindicais interessadas em discutir questões do mundo do trabalho.

Os resultados qualitativo e quantitativo dos primeiros seminários, e a demanda cada vez mais crescente por estudos do tema do Trabalho em nossa Unidade – demanda essa que pode ser auferida pelo número crescente de alunos que se inscrevem no processo seletivo na linha 3 – “Determinações do Mundo do Trabalho: Política, Cultura e Sociabilidade”, do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais desta Unidade -, oferecem a legitimidade necessária para a continuidade de eventos dessa natureza.

Nosso objetivo é que a Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Campus de Marília, através dos Seminários do Trabalho, possa se transformar em um Centro de Referência para pesquisadores que queiram trocar suas experiências e resultados de pesquisa nessa área. Para tanto, e devido à excelente qualidade das discussões apresentadas, pretende-se iniciar a publicação de trabalhos divulgados nos Seminários.

É importante salientar que o Seminário do Trabalho é organizado hoje pela Rede de Estudos do Trabalho (RET – www.estudosdotrabalho.org), lançada em 2004 e que tem reunido pesquisadores da UNESP e de vários Estados do País. A RET, por meio dos Seminários de Trabalho, tem aberto um campo de interlocução e colaboração com pesquisadores do Brasil e de outros Países, com destaque para o CES – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pesquisadores ingleses, como Úrsula Huws, diretora do Analytica Social and Economic Research, que participa dos Seminários do Trabalho desde 2008. Além disso, no site da RET busca-se reunir, num espaço virtual, textos, dicas de leitura, divulgação de eventos e inclusive cursos virtuais ligados à área de estudos do trabalho, numa perspectiva crítica e interdisciplinar.

Os Seminários do Trabalho têm contado com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNESP, Campus de Marília, do Departamento de Sociologia e Antropologia, do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas, do Grupo de Pesquisa Estudos da Globalização (inscrito no Diretório do Grupo de Pesquisas do CNPq), e da Rede de Estudos do Trabalho (www.estudosdotrabalho.org).

 

 

Organização dos Trabalhos (forma de seleção e dinâmica dos trabalhos)

 

Temário

Conferência e mesas redondas da programação científica

            Elegemos para ancorar as atividades do VIII Seminário do Trabalho o tema “Trabalho, Educação e Políticas Sociais no Século XXI”.  Tal escolha emerge apropriada na contemporaneidade, uma vez que se vive, no âmbito do capitalismo global, profundas transformações estruturais que atingem o mundo social do trabalho e que colocam desafios candentes para a formação profissional, a educação e a intervenção do Estado por meio de políticas sociais. Vincular (e discutir) trabalho, educação e políticas sociais torna-se hoje, mais do que nunca, uma tarefa heurística indiscutível se quisermos pensar uma sociedade planetária de inclusão social.

Entre esses questionamentos ligados direta, ou indiretamente, ao tema Trabalho, Educação e Políticas Sociais, como exposto anteriormente, estão, por exemplo, os dos desafios da reestruturação produtiva, da formação profissional e da qualificação da força de trabalho, dos novos movimentos sociais que lutam contra a precariedade laboral, das reformas sindical e trabalhista e, particularmente, o do papel dos sindicatos, do Estado e dos agentes sociais, quando pensadas de modo articulado e nas suas diferentes áreas, para tornar efetiva suas contribuições para a reprodução social em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

Num momento histórico em que a crise do trabalho parece se encontrar ainda mais aguda, em razão da globalização da economia de mercado e do complexo de reestruturação produtiva, torna-se da mais alta relevância abrir espaços de interlocução pública de viés crítico capaz de clarear as possibilidades efetivas de desenvolvimento e reprodução social sustentável de acordo com as devidas mediações nacionais.

Com a finalidade de discutir tais mediações e refletir sobre o papel a ser ainda desempenhado pelas diversas instâncias da vida social que se vinculam ao mundo do trabalho, o presente evento científico espera contribuir para o debate atual acerca desses assuntos, assim como, abordar as possibilidades da articulação sócio-contraditoria entre capital, trabalho e Estado-nação. Isso porque entendemos que não somente o tema parece central para o debate acerca do assunto, acentuado com a reforma sindical e trabalhista, como também a abordagem da articulação entre novas exigências da produção capitalista e formação profissional.

            A hipótese a ser discutida no VIII Seminário do Trabalho é a de que, com as profundas transformações estruturais do capitalismo global e a reestruturação capitalista de cariz neoliberal que atinge o mercado de trabalho, colocam-se, por um lado, a necessidade de discutirmos novas formas de políticas sociais e intervenções públicas capazes de contribuírem para a democratização radical da sociedade e a redução da desigualdade social; e por outro lado, os imensos desafios para a formação sócio-humana e educação profissional dos trabalhadores, homens e mulheres que vivem do trabalho.

A implementação de políticas neoliberais contribuíram para a incorporação nos países da América Latina, de tendências de desregulamentação e liberalização de mercado. Tais injunções aprofundaram a desigualdade social histórico-estrutural, em muitos países da região. Deste modo, torna-se imprescindível uma discussão ampla, critica e rigorosa, para apreender as principais tendências de desenvolvimento social do capitalismo na América Latina, no Brasil e no mundo, o surgimento de novos movimentos sociais de trabalhadores precários, o crescimento da desigualdade social no capitalismo mais desenvolvido e os caminhos da formação profissional e da educação dos trabalhadores.

 É claro que o impacto das transformações estruturais do capitalismo global e em particular, das políticas neoliberais na América Latina, assume um caráter desigual, por conta das diversas dinâmicas sócio-políticas. Por isso, apesar das tendências da globalização, que atingem o mercado mundial, torna-se importante levar em consideração as devidas mediações histórico-nacionais e suas temporalidades particulares.   Além das diferenças sócio-espaciais e temporais, é importante apreender as diversas temáticas que dizem respeito ao mundo do trabalho, com destaque o tema das políticas sociais e educação num mundo desigual, e que, nos últimos quinze anos de políticas neoliberais e de sua crise irremediável, sofreram impactos diferenciados, mas combinados.

Deste modo, o tema da Educação que compõe o subtítulo deste Seminário, incorpora o debate permanente das novas qualificações, educação profissional e da formação humana, por conta das exigências da nova base técnico-produtiva de cariz toyotista. Ao mesmo tempo, não podemos deixar de discutir – como um dos eixos permanentes do Seminário do Trabalho - o tema do sindicalismo, que incorpora o problema do movimento sindical, reforma trabalhista, negociação coletiva e redistribuição de renda. O tema do sindicalismo envolve também a questão candente da formação sindical e formação humana na perspectiva da classe. Outro tema permanente é o tema da reestruturação produtiva, que atinge os países da América Latina desde a crise da dívida, nos primórdios da década de 1980, incorpora as questões da negociação coletiva das novas implementações técnico-organizacionais, procurando minimizar seus impactos sobre a base territorial das organizações dos trabalhadores assalariados Além disso, surgem discussões a respeito das novas formas de precarização e precariedade da classe trabalhadora, que alteram a dinâmica social e a cultura de classe do exercito industrial de reserva. A emergência da nova precariedade salarial coloca a discussão da questão social sob novo prisma político e a necessidade de políticas públicas capazes de compensar as novas tendências espúrias do capitalismo global.

Tais discussões deverão ser tratadas de modo privilegiado na conferência de abertura do Seminário, intitulada Crise, Trabalho e Políticas Sociais no século XXI: Perspectivas do Capitalismo Global, ministrada pelo Prof. Dr. Kevin Doogan, autor do livro “New capitalism? – The Transformation of Work” (2009), eminente intelectual e pesquisador inglês do “European Policy Studies” da Universidade de Bristol, e que tem se dedicado nos últimos anos a discutir o tema das transformações do trabalho nos países capitalistas centrais.

"As palestras e os debates do Seminário, organizados a partir das questões candentes que atingem hoje o mundo do trabalho, contemplando a maior pluralidade teórica e política possível, buscam aprofundar a discussão dessa hipótese nas diferentes áreas de interlocução do conhecimento critico, tais como Sociologia, Educação, Serviço Social, História, Psicologia e Direito, por intermédio da seguinte proposta de mesas redondas:

 

 

MESA 1 – Conferência de Abertura – Crise, Trabalho e Políticas Sociais no século XXI: Perspectivas do Capitalismo Global

            O propósito desta conferência é discutir crise, reestruturação capitalista e as transformações do trabalho nos países capitalistas mais desenvolvidos visando delinear os novos desafios das políticas sociais no século XXI.

 

Conferencista: Professor Dr. Kevin Doogan (Universidade de Bristol) – Inglaterra

 

MESA 2 – Trabalho, Precariedade e Sociabilidade

 

            O propósito desta mesa de debate é tratar dos desafios das transformações do trabalho no Brasil na década de 2000, as dimensões da reestruturação produtiva e relações de trabalho, a nova dinâmica do mercado de trabalho, as formas da precarização social e do trabalho e as configuração das políticas sociais no Brasil no contexto da crise do capitalismo global.

Expositores:  Adalberto Cardoso (UERJ)

José Dari Krein (UNICAMP)

            Raquel Raichelis (PUC-São Paulo)

            Graça Druck (UFBA)

                       

MESA 3 – Precariedade do Trabalho e Movimentos Sociais

 

            O propósito desta mesa de debate é tratar amplamente da crise do capitalismo nos países mais desenvolvidos, as mutações sociais no mundo do trabalho e o surgimento da precariedade laboral, buscando discutir, a partir destas mudanças, o surgimento de novos movimentos de contestação social.

Expositores:  Carlos Taibo (UAM) – Espanha

Elísio Estanque (UC-CES) – Portugal
Sergio Bologna – Itália

Guy Standing – Reino Unido

 

 

 

MESA 4 –  Trabalho, Educação e Políticas Sociais

 

           O propósito desta mesa de debate é expor, numa perspectiva crítica, os novos desafios da educação e formação humana comprometida com a emancipação social e as configurações das políticas sociais no contexto do capitalismo brasileiro do século XXI.

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Expositores:    Ricardo Lara (UFSC)

Potyara Amazonina (UnB)

Ramon de Oliveira (UFPE)

João dos Reis Silva Jr (UFSCar)

 

MESA 5 –  Estado, sindicalismo e direitos sociais no Brasil

 

 

            O objetivo desta mesa de debate é discorrer sobre a conjuntura da economia e da luta social e política no Brasil a partir de um balanço politico do governo Dilma Rousseff e as perspectivas para a década de 2010.

 

Expositores:    Luiz Salvador (Advogado trabalhista - ALAL)

Rafael Gomes (Procurador do Trabalho - SP)

Artur Henrique da Silva Santos – Presidente da CUT

José Maria de Almeida - CONLUTAS

 

 

MESA 6 – Trabalho, precariedade e politicas sociais na Améroica Latina

 

            O propósito desta mesa de debate é tratar de pesquisas que abordam as transformações produtivas, as mutações sociais do trabalho e o desenvolvimento do capitalismo na América Latina.

 

Expositores:                Adrian Sotelo Valencia (UAM) - México

Hector Lucena  - Venezuela

Juan Carlos Celis Ospina – Colômbia
Juan Montes Cató – Argentina

 

MESA 7 – O Continente do Labor no Capitalismo Global

 

O objetivo desta mesa de debates é discutir as investigações sociológicas sobre as mutações na esfera do trabalho e da sociabilidade num contexto de crise do capitalismo global, buscando expor as novas configurações das transformações produtivas no Brasil e no capitalismo central e as perspectivas da luta de classes.

 

Expositores:   Ursula Huws - Inglaterra

Ricardo Antunes (UNICAMP)


Sessões de comunicação de pesquisas

 

Completam o programa, as sessões de comunicação de pesquisas que, a contar pelas edições anteriores do Seminário, devem superar 300 trabalhos, além de almejar a participação de um número maior de pesquisadores, docentes e estudantes de outras instituições e abranger também as áreas de Educação, Serviço Social, Direito  e Economia na medida em que incorporamos o tema da educação e política sociais na programática do evento.

 

Relação dos Congressistas / Palestrantes / Instituições

 

Ariovaldo Santos (UEL)

Henrique Amorim (UNIFESP)

Kevin Doogan (Universidade de Bristol – Inglaterra)

Adalberto Cardoso (UERJ)

Ângela Araújo (UNICAMP)

Raquel Raichelis (PUC-São Paulo)

Graça Druck (UFBA)

Carlos Taibo (UAM) – Espanha

Elísio Estanque (UC-CES) – Portugal

Sergio Bologna – Itália

Guy Standing – Reino Unido

Ricardo Lara (UFSC)

Potyara Amazonina (UnB)

Ramon de Oliveira (UFPE)

João dos Reis Silva Jr (UFSCar)

Luiz Salvador (ALAL)

Rafael Gomes (Procurador do Trabalho)

Artur Henrique da Silva Santos – Presidente da CUT

José Maria de Almeida - CONLUTAS

Adrian Sotelo Valencia (UAM) - México

Hector Lucena  - Venezuela

Juan Carlos Celis Ospina – Colômbia

Juan Montes Cató – Argentina

Úrsula Huws (Inglaterra)

Ricardo Antunes - UNICAMP

Gabriela Golder (Argentina)

Roberto Leme Batista (UNESPAR)

Renan Araujo (UNESPAR)

 

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